
Sou eu feto crescido
Que inunda de pecado o mundo?
Se sou, amo-te,
E amaria independentemente de algumas situações.
E se teus olhos fechassem
Carregados de máscaras, faces outras
Da discórdia que influencia e fere-te?
Ainda irei amar-te.
E se as características da solidão
Perseguir-te, alcançar-te, e você
Encurralado, permitir-se?
Ainda irei amar-te.
E se o sol chorasse e a lua risse,
E você amor, nada sentisse,
E minhas palavras nada atingissem?
Ainda iria amar-te.
São obscuras as tentações mundanas,
E se você trair-me, trair-te?
Sofreria sob a lua em crise de riso!
Mas, ainda iria amar-te.
E se eu feto crescido não existisse?
Não haveria como amar-me, amar-te!
Seria uma impactante inexistência,
E um poema jamais escrito.
Juan Rodrigo da Silva 22/10/2010

