segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Amor de um feto crescido – Inexistente


Sou eu feto crescido
Que inunda de pecado o mundo?
Se sou, amo-te,
E amaria independentemente de algumas situações.

E se teus olhos fechassem
Carregados de máscaras, faces outras
Da discórdia que influencia e fere-te?
Ainda irei amar-te.

E se as características da solidão
Perseguir-te, alcançar-te, e você
Encurralado, permitir-se?
Ainda irei amar-te.

E se o sol chorasse e a lua risse,
E você amor, nada sentisse,
E minhas palavras nada atingissem?
Ainda iria amar-te.

São obscuras as tentações mundanas,
E se você trair-me, trair-te?
Sofreria sob a lua em crise de riso!
Mas, ainda iria amar-te.

E se eu feto crescido não existisse?
Não haveria como amar-me, amar-te!
Seria uma impactante inexistência,
E um poema jamais escrito.

Juan Rodrigo da Silva 22/10/2010

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